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Papua Nova Guiné proíbe Facebook por um mês para erradicar "usuários falsos"
Analistas vão explorar como as notícias falsas e a pornografia se espalham e avaliar se o país precisa criar sua própria versão da plataforma

30/05/2018 às 14:38 30/05/2018 às 14:38

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Publicada por: Francisco Silva

O governo da Papua Nova Guiné vai banir o Facebook por um mês, com o objetivo de eliminar os “usuários falsos” e estudar os efeitos da rede social sobre a população. O ministro da Comunicação, Sam Basil, disse que a paralisação permitirá que os analistas de seu departamento realizem pesquisas e análises sobre quem estava usando a plataforma e como. Ele admitiu preocupações crescentes com o bem-estar social, segurança e produtividade da população no país.


"O tempo permitirá que informações sejam coletadas para identificar usuários que se escondem atrás de contas falsas, usuários que enviam imagens pornográficas, usuários que postam informações falsas e enganosas no Facebook", disse Basil ao jornal Post Courier. "Isso permitirá que pessoas reais com identidades reais usem a rede social com responsabilidade".


Basil levantou preocupações sobre a proteção da privacidade dos usuários do Facebook após as revelações do escândalo Cambridge Analytica, que escancarou o vazado os dados pessoais de dezenas de milhões de usuários da plataforma para uma empresa privada. O ministro disse ter seguido de perto o inquérito do Senado dos EUA sobre o Facebook.

"O governo nacional nunca teve a chance de verificar as vantagens ou desvantagens [do Facebook] - e até mesmo de educar e fornecer orientação sobre o uso de redes sociais como o Facebook para os cidadãos", disse Basil no mês passado. 

"Nós também podemos avaliar a possibilidade de criar uma nova rede social para os cidadãos locais", disse Basil. “Se houver necessidade, podemos reunir nossos desenvolvedores de aplicativos locais para criar um site que seja mais propício para Papua Nova Guiné se comunicar no país e no exterior.”

O especialista em mídia digital e política da Universidade de Sydney, Aim Sinpeng, disse que a proibição levanta algumas questões preocupantes sobre a democracia. Segundo ele, nas vezes em que o Facebook foi banido em outros países, geralmente é no período que antecedeu as eleições. “Um mês é um limite de tempo interessante para a proibição, não sei exatamente o que eles acham que podem alcançar e por que uma proibição é necessária. Você pode fazer uma análise do Facebook sem tirar a rede do ar. E quais são os dados que governo está coletando? Se eles estão preocupados com notícias falsas, há muitas maneiras de lidar com isso sem proibir uma plataforma”, diz.

Publicado por: Francisco Silva

Proprietário da web Rádio Amazônia Central, Acadêmico em sistemas de informação 8º período (1/2018) e Editor de imagens. WhatsApp (69) 9 9283-9969. CV: http://lattes.cnpq.br/4738070963523179
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