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EUA lançam dezenas de mísseis contra a Síria em resposta a ataque químico
Mísseis Tomahawk foram disparados de navios americanos e teriam atingido aviões e pistas em base aérea perto de Homs.

07/04/2017 às 00:36 07/04/2017 às 00:40

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Publicada por: Francisco Silva
Fonte: G1

Os Estados Unidos lançaram 59 mísseis Tomahawk contra uma base aérea na Síria na noite desta quinta-feira (6), de onde, segundo o presidente Donald Trump, partiu um ataque químico que matou mais de 80 pessoas esta semana.

Os ataques aconteceram por volta das 21h40 (hora de Brasília), 4h40 na hora local da Síria. Um porta-voz do Pentágono disse que os mísseis foram lançados dos destroyers USS Porter e USS Ross contra “aeronaves, abrigos de aviões, áreas de armazenamento de combustível, logística e munição, sistema de defesa aérea e radares”

O presidente Donald Trump, que participou nesta quinta de um jantar com o presidente chinês Xi Jinping na Flórida, confirmou a ordem. Ele diz que Assad usou um agente nervoso mortal para matar muitas pessoas. "Esta noite eu dei ordem para um ataque militar na base militar na Síria de onde o ataque químico foi lançado".

O Conselheiro nacional de segurança H. R. McMaster disse que Trump recebeu três opções de como reagir contra o ataque sírio e disse aos conselheiros para focar em duas delas. Nesta quinta ele decidiu qual seria a ação.

Trump fez ainda um apelo a outros países após o ataque. "Esta noite chamo todas as nações civilizadas para buscar um fim à matança e ao banho de sangue na Síria". Segundo o presidente, "é de vital interesse da segurança nacional dos Estados Unidos prevenir e deter o uso de armas químicas mortais".

O presidente disse também que não há dúvidas de que o governo sírio usou armas químicas, "violando as suas obrigações em relação à convenção de armas químicas e ignorando o Conselho de Segurança da ONU" e que anos de tentativas prévias de modificar o comportamento de Assad falharam.

A emissora de TV estatal síria confirmou que uma base militar síria foi alvo de uma "agressão americana" nesta sexta (horário local) e que o ataque "levou a perdas", sem especificar quais seriam. O governador de Homs diz que o ataque dos EUA serve aos objetivos de “grupos terroristas armados e do Estado Islâmico”.

O Pentágono informou que as forças russas que atuam na Síria foram comunicadas sobre o ataque com antecedência e que setores da base onde havia russos foram evitados e não foram atingidos.

Menos de 3 horas após o lançamento dos Tomahawk, o Pentágono divulgou vídeo dos projéteis subindo ao céu:

Veja o vídeo de lançamento de um míssel

 (Foto: Editoria de Arte/G1)

(Foto: Editoria de Arte/G1)

Os mísseis foram lançados na base de Al Shayrat, perto de Homs. Eles foram disparados de navios dos EUA que estão no Mediterrâneo Oriental, segundo a agência Reuters.

O ataque é a primeira ação direta dos EUA contra Bashar Al-Assad. Trata-se de uma mudança significativa na ação americana na região, pois até então os EUA apenas vinham atacando o Estado Islâmico.

Criança síria recebe tratamento após suspeita de ataque com arma química em Khan Sheikhun, dominada por rebeldes na província de Idlib, no norte da Síria  (Foto: Mohamed al-Bakour / AF)

Criança síria recebe tratamento após suspeita de ataque com arma química em Khan Sheikhun, dominada por rebeldes na província de Idlib, no norte da Síria (Foto: Mohamed al-Bakour / AF)

A medida é uma resposta militar ao ataque químico ocorrido na Síria esta semana e que matou mais de 80 pessoas. A Turquia, após realizar autópsia em vítima, afirmou que há indícios de que foi usado gás sarin. O regime de Bashar Al-Assad, por sua vez, nega que tenha usado armas químicas.

A ação desta quinta sob ordem de Trump veio cerca de 72 horas após a ação com armas químicas, sem consulta ao Congresso e demonstra uma tomada de decisão mais rápida que a do antecessor Barack Obama, que chegou a cogitar ações contra Assad, mas não as botou em prática. Também é um revés em relação ao que Trump vinha pregando em seus discursos, de que os EUA deveriam se concentrar na destruição do Estado Islâmico, e não na deposição de Assad.

No tuíte abaixo, de 2013, Trump manda recado ao então presidente Obama afirmando que não há vantagem em atacar o país. "Não há lado positivo, apenas um tremendo lado negativo".

Veja a íntegra do discurso de Trump sobre o ataque à base síria:

 

"Convoco todas as nações civilizadas para que se juntem a nós", diz Trump

"Na terça-feira, o ditador sírio Bashar al-Assad lançou um terrível ataque de armas químicas contra civis inocentes. Usando um agente nervoso mortal, Assad sufocou a vida de desamparados, mulheres e crianças. Foi uma morte lenta e brutal para muitos. Mesmo bebês bonitos foram cruelmente assassinados neste ataque tão bárbaro.

"Nenhum filho de Deus deve jamais sofrer tal horror. Hoje à noite, eu ordenei um ataque militar direcionado a uma base aérea na Síria, de onde o ataque químico foi lançado. É de vital interesse da segurança nacional dos Estados Unidos prevenir e dissuadir a propagação e o uso de armas químicas mortais. Não pode haver disputa de que a Síria usou armas químicas proibidas, violou suas obrigações sob a convenção de armas químicas e ignorou a insistência do Conselho de Segurança da ONU.

Anos de tentativas anteriores de mudar o comportamento de Assad falharam, e falharam muito dramaticamente. Como resultado, a crise de refugiados continua a se aprofundar e a região continua a se desestabilizar, ameaçando os Estados Unidos e seus aliados. Hoje à noite, pedi a todas as nações civilizadas que se unissem a nós, buscando acabar com o massacre e o derramamento de sangue na Síria, e também para acabar com o terrorismo de todos os tipos e de todos os tipos.

Pedimos a sabedoria de Deus quando enfrentamos o desafio de nosso mundo muito perturbado. Rezamos pela vida dos feridos e pelas almas daqueles que morreram e esperamos que, enquanto a América defenda a Justiça, a paz e a harmonia prevalecerão. Boa noite e Deus abençoe a América e o mundo inteiro."

Publicado por: Francisco Silva

Proprietário da web Rádio Amazônia Central, Acadêmico em sistemas de informação 8º período (1/2018) e Editor de imagens. WhatsApp (69) 9 9283-9969
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