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EUA expulsam 35 diplomatas russos por ciberataques

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As expulsões foram motivadas pelos ataques das eleições presidenciais

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Francisco Silva 30/12/2016 às 20:01 30/12/2016 às 20:01

Os EUA expulsaram nesta quinta-feira (29) 35 diplomatas russos por suposta interferência nas eleições americanas de 2016.

Os diplomatas, da embaixada em Washington e do consulado em San Francisco, foram declarados "persona non grata" e têm, junto com suas famílias, 72 horas para deixar os EUA, disse o Departamento de Estado.

Foram ainda fechadas duas instalações russas, em Nova York e em Maryland, que seriam usadas com fins de espionagem. O acesso a elas foi bloqueado desde a manhã desta quinta.

Pelas regras de reciprocidade, é esperado que a Rússia expulse também diplomatas americanos.

Sanções foram anunciadas ainda contra nove entidades e indivíduos russos, entre eles a FSB -- agência de inteligência da Rússia. 

O Departamento do Tesouro americano afirmou que a medida tem por alvo responsáveis por "minar os processos e as instituições eleitorais". 

"Estas ações seguem repetidos alertas públicos e particulares que emitimos ao governo russo e são uma resposta necessária e apropriada aos esforços para prejudicar os interesses norte-americanos ao violar as normas internacionais de comportamento estabelecidas", disse Obama em comunicado.

"Estas ações não representam a totalidade de nossa resposta às atividades agressivas da Rússia. Continuaremos a adotar uma variedade de medidas no momento e local de nossa escolha, algumas delas não serão divulgadas", acrescentou.

O presidente Barack Obama havia prometido adotar medidas contra a Rússia ao acusar autoridades do país de hackear o Partido Democrata e a campanha da candidata Hillary Clinton. 

No início do mês, Obama pediu a abertura de uma investigação de todos os ciberataques ocorridos durante o período eleitoral de 2016. O objetivo era ter um informe antes do fim de seu mandato em 20 de janeiro, quando o republicano Donald Trump toma posse.

A Rússia sempre negou envolvimento no caso. Em resposta às medidas, o Kremlin disse que as sanções "destroem as relações diplomáticas" entre os dois países.

Provas claras

Hoje mais cedo, Trump havia pedido à Casa Branca que apresentasse "provas claras" de uma possível interferência russa nas eleições presidenciais do último dia 8 de novembro, vencidas pelo magnata nova-iorquino.

"Se os EUA têm provas claras de que alguém interferiu em nossas eleições, devemos divulgá-las", disse hoje em uma conferência telefônica com veículos de comunicação Sean Spicer, porta-voz da equipe de transição de Trump, que está passando os últimos dias do ano em seu clube privado Mar-a-Lago, em Palm Beach (Flórida). (Com agências internacionais)

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Francisco Silva

Proprietário da web Rádio Amazônia Central, Acadêmico em sistemas de informação 8º período (1/2018) e Editor de imagens. WhatsApp (69) 9 9283-9969
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