Início >> Notícia >> Categoria >> Geral >> Como-a-guerra-da-Siria-virou-maior-crise-humanitaria-da-atualidade

Como a guerra da Síria virou maior crise humanitária da atualidade?
Primavera Árabe chegou à Síria em 2011, mas não derrubou ditador. Revolução popular evoluiu para uma guerra que soma 400 mil mortos.

08/04/2017 às 15:52 08/04/2017 às 15:52

1095

Publicada por: Francisco Silva
Fonte: Jornal Nacional

Ao longo de seis anos, a guerra civil na Síria se transformou na maior crise humanitária da atualidade.

Em 2011, a Primavera Árabe chegou à Síria. A onda de protestos populares contra ditadores, que já atingia a Tunísia, Líbia, Egito, agora mirava também Bashar al-Assad. Mas, ao contrário do que aconteceu nos outros países, na Síria, o ditador não caiu. Assad reagiu com forte repressão. Parte da oposição pegou em armas.

A revolução popular evoluiu para uma guerra que não parou mais. Mais de 400 mil morreram, a grande maioria civis. Cinco milhões de pessoas fugiram para outros países.

Assad é um muçulmano da corrente alauita - minoritária no país. Os grupos rebeldes variam entre os mais moderados e os radicais e são, na maioria, da corrente sunita do Islã.

Em 2012, a Síria admitiu pela primeira vez que tinha armas químicas. O então presidente americano, Barack Obama, ameaçou usar força militar caso Assad ultrapassasse o que ele chamou de linha vermelha e usasse essas armas. 

Em 2013, a Síria ultrapassou a linha vermelha, fez um ataque químico na cidade de Ghouta, que era controlada por rebeldes. Mais de 500 pessoas morreram.

Obama pediu autorização ao Congresso para usar força militar contra a Síria, mas não conseguiu aprovação.

A guerra interna deixou a Síria em caos e o grupo terrorista Estado Islâmico - nascido no vizinho, Iraque - aproveitou para ocupar territórios sírios 

A partir daí, era o governo de Assad contra os vários grupos rebeldes e também contra o Estado Islâmico.

Em 2014, Barack Obama liderou a formação de uma coalizão para atacar o Estado Islâmico, que já controlava grandes áreas na região. Isso poderia ajudar Assad a se livrar de um dos inimigos dele. Por isso, muitos países não quiseram se envolver.

Em 2015, o governo de Assad estava enfraquecido. Além do avanço dos terroristas, os grupos rebeldes conseguiram tomar bases militares. Foi então que a Rússia entrou na guerra.

O governo de Vladimir Putin dizia que era para atacar os terroristas, como faziam outros países, mas logo ficou claro que a Rússia queria era ajudar Assad a recuperar o terreno perdido.

Até agora, os Estados Unidos não miravam em alvos do governo sírio. Lançavam ataques aéreos apenas contra os terroristas do Estado Islâmico e apoiavam os grupos rebeldes mais moderados para que eles atacassem o regime de Assad.

Mas essa estratégia não funcionou contra o ditador. O que funcionou foi a estratégia da Rússia. Com a ajuda dela, Assad conseguiu permanecer no poder e retomar áreas que já tinha perdido. Na ONU, a Rússia vetou várias vezes resoluções contra o governo de Assad.

A aliança com a Síria é antiga e vital para a Rússia no Oriente Médio - região onde a maior parte dos governos é alinhada com os Estados Unidos. Desde a década de 70, os russos têm um grande porto na cidade de Tartus, no Mar Mediterrâneo.

Após a Segunda Guerra Mundial, a então União Soviética ajudou a Síria a desenvolver suas forças militares e fez do país um aliado durante a Guerra Fria, quando disputava poder e influência com os Estados Unidos.

O professor de política internacional Fernando Brancoli explica que, ainda hoje, a Rússia disputa esse espaço com os Estados Unidos.

“Desde o final da Guerra Fria, a Rússia vem perdendo prestígio e influência no sistema internacional. E essas ações militares, seja na Ucrânia, seja na Crimeia e agora na Síria, é uma forma, um trampolim para a Rússia mostrar que ainda é um ator relevante, que ainda tem capacidade de atuar internacionalmente com força e de que qualquer movimentação importante nessa região necessariamente precisa da Rússia. Pra Rússia, não é interessante a queda de Bashar al-Assad e ela certamente vai fazer as movimentações para impedir qualquer tipo de situação nesse sentido”, diz o professor de política internacional – UFRJ.

Publicado por: Francisco Silva

Proprietário da web Rádio Amazônia Central, Acadêmico em sistemas de informação 8º período (1/2018) e Editor de imagens. WhatsApp (69) 9 9283-9969. CV: http://lattes.cnpq.br/4738070963523179
VEJA TAMBÉM
Cinema

"Vingadores: Guerra infinita" bate recorde no fim de semana de estreia nos EUA

Com US$ 250 milhões, filme se torna a maior bilheteria no fim de semana de estreia nos Estados Unidos.
Data 29/04/2018 às 20:56
Geral

Forte terremoto atinge a Cidade do México no aniversário do tremor de 1985

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram que prédios desabaram e carros foram esmagados pelos escombros.
Data 19/09/2017 às 21:46
Geral

Sete municípios de Rondônia já estão sem energia por falta de combustível

Em Campo Novo, Vale do Anari e Costa Marques em Rondônia não há mais diesel nas termelétricas.
Data 25/05/2018 às 12:41
Concurso e Emprego

Prefeitura Acrelândia, AC divulga processo seletivo

Ofertadas 22 vagas para Agente Educador da Educação Infantil, com bolsa de R$ 937,00
Data 23/03/2017 às 14:07
Ciência e tecnologia

Stephen Hawking, físico britânico, morre aos 76 anos

lém de ser um dos cientistas mais conhecidos no mundo, pesquisador era exemplo de determinação por resistir por muitos anos à esclerose lateral amiotrófica.
Data 14/03/2018 às 08:01
Geral

Polícias fazem operação contra tráfico de drogas em escolas em todo o País

A operação é a quarta realizada pelo Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que reúne polícias de todo o país.
Data 13/11/2018 às 14:50
Ciência e tecnologia

Tinder assume pela 1ª vez liderança entre apps com maior arrecadação

Após aplicativo de encontros lançar novo recurso que permite ver se uma pessoa te curtiu antes de você curtir ela.
Data 02/09/2017 às 08:18
Mundo

A polêmica mensagem da jaqueta de Melania Trump na visita a crianças imigrantes

Viagem-surpresa da primeira-dama é sua atividade de maior envergadura. Melania foi criticada, no entanto, por usar casaco com frase ‘eu realmente não me importo’
Data 23/06/2018 às 04:44